Na
cabeça a memória é uma ausência,
Faz
com que ela pareça um balão de ar.
Tudo
parece irritar, não há paciência,
Só
vejo o mundo todo no embalo girar.
Vodka,
cerveja, vinho, rum e Martine,
Uma
mistura que embriaga pela noite.
Sempre
há alguém que sempre afirme,
Que
a ressaca é como uma afiada foice.
Na
bebedeira agimos como palhaços,
Fazendo
coisas que nos arrependemos.
Ou
bancamos os valentes, ou damos abraços,
Mas
sempre a noção nós perdemos.
No
dia seguinte parecemos personagens,
De
uma comédia fomos meros atores.
Somos
vítimas de brincadeiras e sacanagens,
Ou
cultivamos estranhos amores.
Nenhuma
mulher para nós é feia demais,
Nenhum
desafio parece árduo ou difícil.
De
atos loucos você se torna capaz,
Depois
parece que explodiu um míssil.
Sua
cabeça dói tanto pelo feito,
Quanto
pelo efeito da bebedeira.
Nada
que fez pode ser desfeito,
Pelo
menos a ressaca é passageira.

Nenhum comentário:
Postar um comentário