sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ressaca


Na cabeça a memória é uma ausência,
Faz com que ela pareça um balão de ar.
Tudo parece irritar, não há paciência,
Só vejo o mundo todo no embalo girar.
Vodka, cerveja, vinho, rum e Martine,
Uma mistura que embriaga pela noite.
Sempre há alguém que sempre afirme,
Que a ressaca é como uma afiada foice.
Na bebedeira agimos como palhaços,
Fazendo coisas que nos arrependemos.
Ou bancamos os valentes, ou damos abraços,
Mas sempre a noção nós perdemos.
No dia seguinte parecemos personagens,
De uma comédia fomos meros atores.
Somos vítimas de brincadeiras e sacanagens,
Ou cultivamos estranhos amores.
Nenhuma mulher para nós é feia demais,
Nenhum desafio parece árduo ou difícil.
De atos loucos você se torna capaz,
Depois parece que explodiu um míssil.
Sua cabeça dói tanto pelo feito,
Quanto pelo efeito da bebedeira.
Nada que fez pode ser desfeito,
Pelo menos a ressaca é passageira.

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